Os 5 melhores lugares do mundo para mergulhar

June 29th, 2010 Comente! »

San Andrés

A seção de Turismo do Terra divulgou uma lista com os 5 melhroes lugares do mundo para mergulhar. Corri para ver o que eu já imaginava e comprovei minha expectativa: Na lista está Providência, no Caribe Colombiano.

Na última viagem nós visitamos (e mergulhamos!) essa ilha maravilhosa, perdida no meio do Mar do Caribe. San Andrés – onde ficamos – é a capital do Departamento de Providência e reserva paisagens realmente paradisíacas.

Nos próximos posts vamos contar muitos detalhes sobre nossa estada, que foi simplesmente fantástica! Até lá você pode ir vendo essas fotos da seleção do Terra ou as nossas. Viu como ainda tem muita coisa bonita para contar aqui no blog?

Postado por Luciana Couto

Tudo num mapa

May 12th, 2010 Comente! »

Viagem tem que ter mapa, né? Eu, particularmente, adoro desenhar os roteiros no mapa, reconhecer os lugares… então às vezes fica difícil colocar tanta experiência em algo plano como um blog. Por isso tivemos a idéia de colocar tudo num mapa, como se fosse um grande papel de parede onde se pudesse explorar cada pedacinho dos lugares.

E o resultado ficou assim. Não deixe de visitar e se perder pelos lugares, é muito legal. E é claro, à medida que o blog vai crescendo, vamos atualizando os dados do mapa.

Posso contar um segredinho? O mapa será muito importante para o nossa próxima grande viagem… hehe… mas isso é tudo o que podemos falar agora sobre o nosso destino escolhido. ;)

Postado por Luciana Couto

Colômbia: o único risco é querer ficar

May 10th, 2010 Comente! »

Muita gente nos pergunta por que escolhemos a Colômbia como destino e se não ficamos com medo de visitar o país. Não vou dizer que as perguntas me impressionam, afinal, acho normal as pessoas ficarem alarmadas com tudo o que se fala por aí do país e também porque sei que muitas vezes é difícil enxergar algo longe do nosso cotidiano.

A idéia surgiu quando pensávamos em usar milhas para viajar no Carnaval e, como queríamos Caribe, lembramos de Aruba. Consideramos seriamente esse destino até que não conseguimos passagens que se encaixassem nos nossos horários. Então me lembrei que há muito tempo tinha visto uma reportagem sobre uma ilhazinha chamada San Andrés, que pertencia à Colômbia mas estava perdida no meio do Mar do Caribe. Teoricamente seria mais fácil ir pra aí, pois poderíamos usar as milhas até Bogotá ou Caracas e daí pegar outro vôo. Pesquisamos tanto que nos apaixonamos pelo lugar e, mesmo não conseguindo as milhas para a data que queríamos, decidimos pagar por todos os trechos. Também já havíamos nos apaixonado por Cartagena de Índias e a idéia estava bem fechada na nossa cabeça: visitar os dois lugares.

Quando falávamos que iríamos para o Caribe, as pessoas celebravam, quando dizíamos Colômbia torciam o nariz. Mas como, se era o mesmo lugar? Então tínhamos que explicar que era uma parte realmente segura da Colômbia, que não era como víamos na TV e tudo mais.

E realmente não é. Não podemos falar de Bogotá, Medellín ou Cali, mas da parte que conhecemos podemos assegurar que é realmente tranquilo, de um tal modo que nos surpreendeu também.

Ao chegar em Cartagena, ficamos impressionados com a quantidade de motos e gente no meio da rua que faziam o trânsito parecer um mercado indiano. Aliás, foi essa a comparação que fizemos de dentro do táxi enquanto íamos do aeroporto até o hotel. Então fizemos o check in, deixamos nossas coisas e partimos para explorar a cidade.

Nosso hotel ficava em Guetsemaní, um bairro antigo e boêmio, que poderia assustar aos desavisados que passassem por ali à noite, com suas construções velhas e bares com fachadas duvidosas. Mas logo nos integramos ao lugar e percebemos que era facinante caminhar por ali e conhecer os colombianos como eles são, comer o que eles comem e escutar as músicas que eles escutam. O mais interessante era ver os turistas (em geral, gringos típicos: brancos de sandálias e mochila nas costas) caminhando por lá, como se fossem locais.

Caminhando um pouco chegávamos à parte amuralhada da cidade, ou seja, o Centro Histórico. Era muito comum pelo caminho ver homens do exército de guarda, o que para nós pode parecer cenário de guerra, mas para os colombianos é algo tão normal quanto guarda de trânsito. Não vimos nada anormal durante nossa estada.

Ao contrário, nos surpreendemos com a honestidade do povo. Os táxis lá não rodam com taxímetro, o taxista é quem diz o preço da corrida. Isso nos deixou um pouco desconfiados, mas depois que nos acostumamos a andar pra cima e pra baixo e fazer quase sempre os mesmos percursos, percebemos que não cobravam mais do que deviam. Não houve um taxista que cobrasse a mais que outro! Isso sem falar que, comparado ao Brasil, as corridas eram muuuito baratas.

Outra cena que nos impressionou foi ver um turista esquecendo uma câmera no banco de uma das charretes que dão voltas pelo centro e o condutor correndo atrás para lhe entregar o que tinha deixado.

Mas nada se compara ao que nos aconteceu numa joalheria. Cartagena é famosa por suas esmeraldas e, estando lá, não poderia perder a oportunidade de trazer uma pra casa, né? Perguntei ao joalheiro por pingentes e ele me mostrou vários formatos e me disse que eu poderia escolher a pedra que colocavam na hora. Ótimo, pedi para ver as pedras e ele abriu no balcão uma caixa com centenas de pedrinhas verdes brilhantes. Sabe o que ele fez então? Pediu licença para atender o telefone e nos deixou lá escolhendo “à vontade”. Olhamos ao redor e não encontramos uma única câmera ou segurança! Eu logo disse “o problema dos colombianos é acharem que todos são honestos como eles!”. Claro que não fizemos nada, escolhi minha pedra e fui pra casa feliz.

Era também muito comum estar na praia e ser abordado por um vendedor. Tentamos usar o velho truque do Brasil do “não trouxe dinheiro” mas eles insistiam e davam a opção de nós ficarmos com o produto e eles passarem mais tarde para receber o dinheiro.

Enfim, nos sentimos muito seguros lá. Inclusive mais que em outros lugares que já visitamos. Obvio que é sempre bom manter o mínimo de alerta para evitar inconvenientes em uma viagem mas, como sempre dizemos, não dá pra deixar de viver e aproveitar. Moramos no Rio de Janeiro, uma cidade famosa pela insegurança, mas também é onde vivemos tranquilos, sempre respeitando alguns códigos, claro. Mas e se todos acreditassem no que falam por aí do Rio? Perderiam a oportunidade de conhecer uma das cidades mais maravilhosas do mundo. A mesma coisa acontece com a Colômbia. Quem acha que o país se resume a Farc e violência, perde a oportunidade de conhecer um país incrível, que além de belezas naturais que não sabemos que existe, tem um povo realmente amável.

Postado por Luciana Couto

A bailar la rumba

May 6th, 2010 Comente! »

Caribe lembra a sol, praia, tequila sunrise numa rede embaixo de palmeiras… e música! Sim, música caribenha, daquelas com muita gente dançando com roupas coloridas e sacudindo o esqueleto, não é mesmo?

Entre os rítmos da região estão a salsa, o merengue e a rumba. Esta última muito presente no Caribe Colombiano. Por isso, mesmo antes de deixar o solo brasileiro, já planejávamos nos aventurar em alguns passos. Também já sabíamos que a melhor opção para se fazer isso em Cartagena de Índias era sobre rodas. Não que no chão paradinho não fosse mais fácil, mas a tradição local é tomar um ônibus bem colorido com muita música e gente dançando pelas ruas da cidade.

Eu sei que parece estranho, mas é assim que funciona a Rumba en Chiva, uma das atrações mais divertidas (e pitorescas, por assim dizer) que já experimentamos.

Acho que uma das primeiras coisas que perguntamos no check in do hotel era sobre como pegar o tal ônibus colorido. Lá mesmo nos emitiram as passagens e nos explicaram como chegar no ponto incial, em Boca Grande – a parte moderna da cidade. Chegamos lá no horário marcado – 20h – e constamos que éramos os únicos no local, além dos rumberos.

Rumba en Chiva

Ok, subimos no tal ônibus e esperamos. Uns cinco minutos depois, entrou a “banda”, que era formada por uns quatro caras que se sentaram no fundo com tambores e afins. Passados mais alguns minutos, o motorista ligou o motor saimos para o tour. Os rumberos, ao ver que só estávamos nós dois, pularam entre os bancos e se acomodaram na fila logo atrás à nossa, fazendo um barulho ensurdecedor que nos arrancou gargalhadas.

Ao ver que éramos os únicos do veículo, olhamos um para o outro com cara de “em que programa de índio nos metemos” e não conseguíamos parar de rir de toda aquela situação. Acho que nosso constrangimento durou uns cinco minutos, até que entrou um casal uruguaio e se sentou na nossa frente. Oba, mais gente pra sofrer junto!… E assim foi… a cada esquina subia mais gente e quando nos demos conta, a chiva estava lotada de gente gritando, dançando e tocando instrumentos junto com os músicos. Ou seja, foi uma grande festa!

Durante todo o percurso os passageiros podem se sevrir à vontade de rum colombiano autêntico e Coca-Cola genérica, pois está incluído no ingresso. O ponto alto do passeio foi a parada em um dos mirantes da muralha que cerca o bairra antigo de Cartagena, onde todas as chivas se encontram para que os passageiros possam dançar em solo firme e socializar com os turistas dos outros ônibus. Na volta ao carro, ainda servem empanada e mais rum para quem ainda tem disposição.

Como já havíamos caminhado pela cidade o dia inteiro, optamos por ir embora logo após a parada e não fazer o trajeto de volta, que nos deixaria no lado oposto ao qual estávamos hospedados. Mas pela animação dos que ficaram, calculamos que esse percurso deve ter durado horas.

Enfim, foi uma noite muuuuito divertida, apesar do susto inicial. Quando você for a Cartagena, não se esqueça de fazer um passeio em Chiva. Além de ser tradicional, é uma experiência única. E o rum é grátis! :)

Obs: O vídeo que postei não é nosso, pois o que tentamos fazer ficou muito escuro (mais que esse). Este acima está hospedado neste link do Youtube.

Postado por Luciana Couto

Roteiro de compras em Buenos Aires

April 29th, 2010 Comente! »


Visualizar Compras em Buenos Aires em um mapa maior

Outro dia conversando com a Ju, a Dani e outras meninas Super Poderosas, surgiu a sugestão de criar um roteiro de compras para Buenos Aires, já que é uma cidade que conheço muito bem e é o paraíso para muitas mulheres (e homens também) que não dispensam uma boa pechincha quando viajam. Então, preparados para um super dia de compras? Deixe o salto e as roupas de luxo para o jantar em Puerto Madero, o dia hoje é pra bater muita perna!

O shopping que é pura beleza

Já se percebe que o Shopping Galerías Pacífico é belo ao entrar, pois o seu teto é todo pintado como se fossem afrescos de uma capela. Mas não foi por causa desse tipo de beleza que dei esse título e sim pelos vários (eu disse vários) stands de marcas de maquiagens famosas: Chanel, Dior, L`oreal, Estee Lauder… entre outras. Também há lojas multimarcas e uma Mac todinha pra você!

Ficou tentada? Anote aí: fica na esquina das ruas Florida e Córdoba, muito fácil de encontrar.

Se existisse uma santa padroeira das compras, se chamaria Santa Fé
Na Av. Santa Fé se encontra de tudo, pois é uma das principais veias de compras da cidade. E o que é melhor, é rua de argentino, não tanto de turista, portanto, provavelmente você irá pagar preço local. Recomendo percorrê-la desde a esquina de Bulnes (onde fica o Shopping Alto Palermo e a estação do metrô) até a 9 de Julio. É muito chão, vá de tênis e com disposição para carregar sacolas.

Se você tem pressa, não se preocupe, eu enumero os hot spost:
Grimaldi: É uma sapataria argentina muito boa, onde você encontra produtos de qualidade (quero dizer, couro) com preço muito bom. Mas esqueça isso. Na loja de Santa Fé (esquina com Larrea), ignore o primeiro andar e vá direto ao segundo, onde ficam as promoções. Você encontrará pares por preços incríveis. Um detalhe: diversas vezes encontrei Arezzo (sim, os daqui do Brasil!) por preços que fariam qualquer banguela rir de satisfação!
Lojas esportivas: Essa dica vai encantar os homens também. Entre as ruas Ayacucho e Uruguay estão as lojas das melhores marcas esportivas: Nike, Adidas, Puma… são lojas enormes, exclusivas de cada marca. Talvez os preços aí não sejam tão mais baratos que no Brasil, mas por causa da variedade, sempre se encontra algum great deal.
Bolsas e carteiras: Quando falamos em bolsas, sofisticação e bom preço (para quem paga em real)  na Argentina, temos que ter em mente duas marcas: Prüme e Blaqué. São duas marcas que super recomendo. Há mais de uma loja de cada ao longo da Santa Fé, mas entre as ruas Montevideo e Libertad você encontrará além das duas, a Tropea, que vende bolsas lindas e coloridas, mas que na maioria, não são de couro. Eles compensam no design :)
Livros: Quem adora livros tem que passar na Ateneo. Sério, mesmo que você não queira comprar livros em espanhol, a visita é um espetáculo, pois a livraria fica onde já foi um antigo teatro. Pegue um livro de sua preferência (se você não lê em espanhol escolha um de fotografia) e tome um café sem pressa no fundo da livraria, onde era o palco do teatro. Garanto que será inesquecível.

Roupas e tudo mais de couro
Nós brasileiros ficamos encantados com couro. Se o preço é acessível então, ficamos que nem pinto no lixo. A dica é comprar na Calle Muro, que fica um pouco afastada do centro turístico, mas nada que uns 30 minutos de ônibus ou 10 de táxi não resolva. Se no hotel não puderem explicar como chegar ou oferecerem um tour, só diga ao taxista que quer ir nas lojas de couro da Calle Muro que ele lhe deixará no paraíso. Aí ficam as lojas de fábricas, com preços bem melhores que em feiras hippies de beira de estrada! Mas aprecie com moderação, afinal, quantas vezes você usará cada casaco desses aqui no Brasil?

Para os amantes do vinho
Quem aprecia um bom vinho sabe que os Malbec argentinos são excelentes e não vai deixar passar a oportunidade  de trazer alguns pra casa. Mas evite o impuso de comprar em lojas lindas que verá pelo caminho, prefira comprar em supermercados, onde encontrará as mesmas garrafas, por preços bem mais baratos. Informe-se no seu hotel onde fica o Cotto ou o Carrefour Express mais próximo (são os mercados mais baratos) e boas compras!

Se você quiser pagar ainda mais barato, compre em mercadinhos chineses (sim, chineses, hehe) que costumam ser ainda mais baratos que as grandes redes. Você não os encontrará nas ruas principais, mas estarão espalhados por todos os cantos e em algum momento verá uma portinha colorida com pessoas saindo com sacolas. Isso é um mercadinho chinês. Se quer algo mais concreto, posso citar um onde compramos nossos Luigi Bosca pela metade do preço: fica na Calle Azcuenaga quase esquina com Juncal (aproveite para ir quando for andar por Santa Fé, pois está a duas quadras da avenida).

Lembre-se, você pode trazer até 12 garrafas para o Brasil.

A farmácia dos sonhos
Na minha roda de amigas, um dos lugares que mais faz sucesso em Buenos Aires é uma farmácia, hehe, chamada Farmacity. Mas não é só uma farmácia, é um lugar onde sim se podem comprar remédias, mas muitas outras coisas, entre elas makes de qualidade. Além de Maybeline, Lòreal, Estee Lauder… também se encontra a Rimel, uma marca inglesa que não atua no mercado brasileiro mas tem posição de destaque lá fora. Detalhe: o preço é beeeem convidativo.

Dicas finais
Muitos podem estar se perguntando porque não falei da Calle Florida. Bom, ela é famosa, ótima pra caminhar e tudo mais, só que evite comprar aí. Por ser uma rua turística, vão cobrar bem mais do que você pagaria na Santa Fé, por exemplo. A dica é passear por ela, ver o que gosta e depois comprar nesses outros lugares que indiquei.

Em algumas lojas você verá na vitrine um adesivo branco com detalhes azuis escrito Tax Free, ou seja, livre de imposto. Se comrpar na loja, peça a nota e o cupom do Tax Free para receber até 21% (eu disse 21%) do valor da sua compra ao voltar para o Brasil. Para recebê-lo, procure pelo posto do Tax Free no Aeroporto de Ezeiza.

Ah, quando voltar, não deixe de nos contar como foram suas compras, viu? E se tem mais dicas para compartilhar, fique à vontade ;)

Postado por Luciana Couto

Um dia de San Telmo

April 25th, 2010 Comente! »

Esse é um lugar incrível! Fomos no Domingo, dia de feira. San Telmo é um lugar que chamaria de tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Esse bairro consegue misturar feira, antiquários, lojas de design, cafés, artistas de rua, turistas, músicos (jazz, rock, blues, tango, samba…), e ainda assim continuar fazendo sentido.

Ao chegar en la Plaza Dorrego nos deparamos com diversas barraquinhas vendendo antiguidades. Levamos um certo tempo para dar a volta, pois tinha muita gente interessada em viver San Telmo. E como já era hora de almoçar, aos poucos fomos nos distanciando da praça e desecendo por uma longa rua à procura do La Brigada, muito recomendado pela minha companheira quase nativa. O restuarante fica numa rua transversal à calle Defensa, a dois quarteirões do nosso ponto inicial. Ao chegar, pedimos mesa para dois, porém o restaurante estava lotado,  mesmo assim esperamos por pouco tempo. Mas nesse “pouco” presenciamos um casal de brasileiros com cara de muita fome e  pouca intimidade com a língua espanhola, perguntando à recepcionista que tipo de comida serviam. A rescepcionista respondeu -  Parrilla. O casal se entreolhou e retrucou -  Mas é churrasco? A recepcionista argentina nada respondeu. Então insistiram -  É churrascaria rodízio? (esta pergunta foi acompanhada por uma mímica: dedo indicador no ar fazendo circulos). Segurei o riso, disfarcei….  mas sejamos sinceros, quem nunca passou por esta situação em terra estrangeira que atire a primeira pedra. A cena foi muito engraçada pra mim (que estava acompanhado de uma quase nativa). Mas sigamos em frente…

Ao entrarmos no restaurante, lotado de argentinos, pois os portenhos prestigiam o La Brigada nos fins de semana, fomos direcionados ao segundo andar. Subimos por uma escada de madeira e logo nos mostraram nossa mesa. O pedido foi o clássico, una parilla y vino. Ao chegar nosso pedido presenciei uma coisa incrível, o garçon cortou a carne não com uma faca, mas com uma colher!  O resto também foi ótimo, o almoço estava delicioso.

Após cumprir as formalidades econômicas, saimos do La Brigada e nos jogamos de volta às ruas para respirar os ares de San Telmo. Mas antes uma rápida parada  para a sobremesa, comemos o tradicional alfajor no Havanna Café, que fica na esquina da rua Defensa com Carlos Calvo, e seguimos nossa caminhada. Entramos em uma loja de design, aliás este bairro tem várias e ótimas lojas deste tipo. Depois atravessamos a rua e entramos em uma galeria com diversos antiquários. No caminho nos deparamos com um grupo de argentinos com bumbos e pandeiros cantando samba! Isso mesmo, “Ô coisinha tão bonitinha do pai, o coisinha tão bonitnha do pai…” foi hilário escutá-los cantando em portunhol. Nesse momento os brasileiros se manifestaram e cantaram juntos, só alegria. hehe

A cada passo era uma surpresa, homens dançando tango com bonecas de pano ou de carne e osso, mágicos, bandas de jazz, banda de rock, mímicos, ou seja:  tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Enfim, isso é San Telmo, um bairro onde de tudo se encontra e mesmo assim faz setido, uma festa de bom gosto para todos os gostos.

Postado por Wagner Santiago

Jantar no Convento de Santa Clara

April 11th, 2010 1 Pessoa Comentou. Participe você também! »

Valentine's Dinner

Construído entre os anos de 1617 e 1621, o Convento de Santa Clara, atualmente instalações de um luxuoso hotel, é parada obrigatória para quem visita Cartagena. O acesso é fácil e não se paga nada para caminhar pelos seus largos corredores e jardim colonial. Para que tem alguns pesos a mais no bolso uma boa pedida é jantar em um dos dois restaurantes do imponente Convento: El Refectorio ou El Claustro.

Como trabalhamos direitinho durante todo o ano e queríamos comemorar a noite de San Valentín… decidimos pelo El Refectorio, que fica no jardim colonial do secular Convento. Toda decoração é harmonizada, desde os talheres, copos, pratos… até as mesas, cadeiras, tipo do piso, etc. Escolhemos a mesa e após alguns minutos lendo o cardápio decidimos os pratos: patê de carne e batatas fritas para a Luciana e  peixe com legumes sortidos para mim.  Para acompanhar, um vinho argentino (Norton Doc).

Enquanto aguardávamos nossos pedidos, nos deliciavamos com uma cesta de pães com 4 tipos diferentes e algumas pastas maravilhosas, gostamos mais da de beringela.  Alguns minutos mais e chegaram nossos pratos, muito bem ornamentados, diga-se de passagem. A partir deste momento foi embarcar em uma viagem pelos sabores e aproveitar esta ótima noite. Não só os pratos estavam magníficos mas o serviço também foi perfeito.

Valentine's DinnerValentine's Dinner

Palco de inspiração para o livro Do Amor e Outros Demônio de Garbriel Garcia Marquez, o Convento precisa estar na lista dos lugares a serem vistados em Cartagena de Índias.

“Well you know a girl
She really got to eat
And a girl she should eat right
Five will get you ten
I’m going to feed yourself right tonight”

Nat King Cole

Postado por Wagner Santiago

Hola, ¿Gabo está?

March 22nd, 2010 1 Pessoa Comentou. Participe você também! »

Hola, Gabo está?

Sou fã do Gabriel García Márquez. Ok, já falei isso aqui. E também já contei que Cartagena de Índias foi cenário de algumas de suas obras e a cidade escolhida por ele para viver. Há alguns anos ele mora em Cuba, onde cuida da saúde e fica mais próximo do amigo Fidel Castro, aliás coisa que nunca aprovei. Se bem apoio algumas causas sociais pelas quais Gabo sempre lutou, nunca acharei certo um escritor e jornalista – duas das classes que mais têm obrigação em lutar pela liberdade de expressão – apoiar o regime cubano, ou qualquer outro que negue liberdade ao seu povo. Anyway, isso não tira dele os méritos como escritor.

Eu esperava encontrá-lo mais presente, não fisicamente pois sabia que não morava mais lá, mas nas ruas, no povo e até mesmo nos souvernirs. Não encontrei nenhuma camisa, estátua, plaquinha… nada que fizesse referência ao Gabo, o que resultou em decepção para mim. Encontramos até camisas com o rosto do célebre traficante Pablo Escobar, mas nenhuma canequinha com o nome do escritor. Só me restou comprar a versão comemorativa de Cien Años de Soledad, que não encontrei na primeira livraria que entrei.

Nada disso tira o encanto de Cartagena, muito menos afasta o reconhecimento dos seus leitores, e os mais atentos (ou fãs mais loucos, chame como quiser) podem presenciar a experiência única de passar por lugares que imaginou lendo páginas do Gabo. Se bem Macondo (a cidade de Cem anos de solidão) nunca existiu, Cartagena existe e torna real cada referência feita a ela nos livros: o mercado onde Fermina Daza se aventurava em compras (O amor nos tempos do Cólera), o antigo convento de Santa Clara onde se passou a história Do amor e outros demônios… enfim, se fosse Nova York já existira um tour pelos lugares que Márquez eternizou.

Mas nenhum lugar é mais mágico que a casa em tom flamingo bem forte, situada exatamente atrás do antigo Convento de Santa Clara, onde falta mais que uma letra no nome da rua, falta a placa “Residência Oficial de Gabriel García Márquez”. O muro alto não nos permite ver nada por dentro, nem um jardinzinho sequer e ainda tira toda a vista da casa para a praia. Fiquei imaginando como ele fazia para buscar inspiração. Haveria um jardim escondido do lado de dentro? Alguma vista secreta para o mar? Ou simplestmente há um quarto com livros por todos os lados, uma escrivaninha (usaria ele computador ou máquina de escrever?), uma mesa para o café e uma passagem secreta para o mundo de Macondo? Fico com a terceira opção.

Postado por Luciana Couto

Sabores de Cartagena de Índias

March 19th, 2010 Comente! »

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Adoro comer. É uma das melhores coisas da vida. E se você tem a oportunidade de conhecer sabores novos, a viagem sempre ganha um “gostinho”  especial, hehe. Obvio que eu estava louca para descobrir a culinária caribenha, apesar de não ser muito fã de frutos do mar, e logo na primeira noite em Cartagena de Índias nos lançamos ao desafio de descobrir os sabores da cidade.

Não foi muito difícil já que por todos os lados do Centro Histórico há “promotores” de restaurantes oferecendo as comidas tradicionais do Caribe. Eles até brigam entre si para lhe convencer que promovem a melhor comida de Cartagena! Nosso ponto escolhido foi na Plaza Santo Domingo , um dos pontos turísticos da cidade e onde fica uma das esculturas de Botero.

As opções não variam muito:  tudo gira em torno de pescado frito. Aliás, fritura é o que não falta por lá. Nós que não costumamos comer com muita gordura, ficamos meio receiosos, mas é como dizem: “quem sai na chuva é pra se molhar”. Não espere visitar a região e manter um cardápio muito saudável, pois o peixe pode até ser uma carne magra, mas tudo o que o acompanha está longe de ser diet.

Voltando ao nosso jantar, comemos o mais típico da região: pescado frito, arroz de coco e patacones (que nada mais é que banana verde frita). Aliás, a banana é muito importante na culinária carbenha, é possível vê-la por todos os lados e para todos os gostos. Nós preferimos a versão mais “salgadinha” que é a verde frita, mas se você gosta de misturar doce com a comida, experimente também a versão madura frita com canela.

Para acompanhar, o arroz de coco. Sim, assim mesmo como se imagina: um arroz branco com molho de… coco. Ou seja, meio doce, meio salgado, um pouco sem graça para o meu paladar.

A nota para o jantar? 7. Como disse, não gosto de peixe e isso influencia muito a nota, mas mesmo assim, achei muita gordura pra pouca graça, Talvez tenha faltado um sabor forte, de uma erva ou uma pimenta, entende?

O preço, como a maioria das coisas por lá, é bem barato em relação ao Brasil. Paga-se em média R$ 25 por pessoa nas áreas turísticas. Dá pra pagar menos se você procurar luagres menos badalados em ruas menores e mais caro em lugares de luxo. Ainda vamos contar mais sobre essas outras opções…

Postado por Luciana Couto

La Ciudad Amurallada

March 14th, 2010 1 Pessoa Comentou. Participe você também! »

Cartagena de Índias

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Uma cidade tão especial, tinha mesmo que ficar protegida por muralhas. E é assim que ela está até hoje, pelo menos o centro histórico, cercado por muros altos que já serviram de proteção a esse importante porto da Corôa Espanhola e hoje dão charme e encantam os novos exploradores de Cartagena: os turistas.

Se bem antes a preocupação era manter os forasteiros bem longe, atualmente o povo recebe quem os visita de braços abertos. Em poucos lugares é possível ver gente tão hospitaleira e simpática. Desde os empregados do hotel até os vendedores ambulantes, todos parecem felizes com a nossa presença. Não se intimide, pergunte tudo, queira saber tudo, pois terão o maior prazer em ajudá-lo a desvendar a cidade.

Cartagena também é um festival de cores. Desde as saias rodadas das dançarinas nas praças (foto), até os carrinhos que vendem frutas a cada esquina, tudo parece ter uma cor especial, um tom vivo, que combina bem com o clima do lugar e com as sacadas pintadas, que garantem sombra aos aventureiros que desvendam a cidade.

Aliás, sombra é algo bem apreciado por essas bandas de sol intenso. Não é por nada que um dos artigos mais vendidos nas ruas é o chapéu. E tem para todos os gostos, desde o clássico panamá até os elegantes para senhoras. Lá, o chapéu é mais que um adorno, é um item de sobrevivência.

Assim como o chapéu, a água é outro bem muito apreciado (principalmente por quem não está acosmuado ao calor) e é possível comprá-la em cafés, restaurantes… e também pelas mãos de vendedores que a oferecem em saquinhos! Sim, sabe aqueles saquinhos de chup-chup (ou sacolé, dependendo de onde você mora)? Pois então, lá é comum embalarem a água assim e venderem pelas ruas. Nós não nos arriscamos, mas sabe como é, a população local toma e continua vivendo…

E não é só de água que vivem os cartageneses. Também é comum ver carrocinhas de frutas vendidas por senhoras que se parecem muito às baianas daqui, só que em vez de acarajé, vendem melancia, melão, laranja… tudo cortadinho ali mesmo e servido em copos de plástico.

Mas quem quer conhecer mesmo a culinária local, deve se sentar em uma mesa de restaurante de uma de suas calçadas ou praças e pedir, sem medo, o que se come em Cartagena. Com certeza, lhe servirão peixe frito, arroz de coco e patacones (banana verde frita). A bebida nacional é o rum, por isso a Cuba Libre é uma boa pedida, mas para quem gosta de cerveja, a Club Colombia também é uma opção. Só não se esqueça de pedir um café colombiano para terminar, tem que aproveitar, né?

E depois de toda essa comida, não há muito tempo para descansar pois há muito o que se fazer e conhecer em Cartagena e nossos relatos estão apenas começando…

Postado por Wagner Santiago